19 outubro 2009
12 outubro 2009
Num olhar com desejo de beijo
06 outubro 2009
16 setembro 2009
10 setembro 2009
Há tanto
Há tanto que escondo
O silêncio estranho que quero
E não encontro
Ruído
Fiquei aqui
Em mim
Cega de ver que passei
E nem percebi
Silêncio
Às voltas...
Quantas e quantas vezes
Deitada
Tentando enviar mensagens
Por telepatia...
Queria que me soubesses
O tanto que me sei
Num espaço, momento
Parado
Em sintonia...
Estamos,
Em frequências opostas
Olhares semelhantes
De inquietação, desejo e saber
Que nos sabemos tão bem...
Nós
Eu e mais alguém...
O silêncio estranho que quero
E não encontro
Ruído
Fiquei aqui
Em mim
Cega de ver que passei
E nem percebi
Silêncio
Às voltas...
Quantas e quantas vezes
Deitada
Tentando enviar mensagens
Por telepatia...
Queria que me soubesses
O tanto que me sei
Num espaço, momento
Parado
Em sintonia...
Estamos,
Em frequências opostas
Olhares semelhantes
De inquietação, desejo e saber
Que nos sabemos tão bem...
Nós
Eu e mais alguém...
09 agosto 2009
Silêncio
Já não me lembro bem como foi, sei que sabia mesmo antes de acontecer, que querias saber quem eu era, como era... Aproximaste-te, devagar, num silêncio ensurdecedor que acalmava as minhas ansiedades.
Não havia pressa, nunca houve e não haverá. Penso que nunca a tiveste ou disfarçaste bem, muito bem diria até.
Deitaste-me na cama, lavada, os meus sapatos de salto alto caíram-me dos pés sem os sentir. Desceste e o meu vestido preto ao qual te encostaste numa tentativa de lhe tirar o cheiro, num desejo que ele saísse naquele mesmo instante, ficou entre nós impedindo que os nossos corpos, a nossa pele se sentisse. Estava quente, estavas quente.
Lembro-me de sentir o teu rosto, àspero, nas minhas coxas, cerrei os olhos, apertei os lábios e absorvi aquele incómodo prazer. Foi num ápice que atingiste o meu pescoço e beijaste a minha boca apertada. Tímido, sincero, era ali que queríamos estar...
Senti cada momento, bebi cada beijo, mergulhei no teu cheiro e notei a sintonia que tinha com o meu.
Depois, depois ficava, encostada ao teu peito escutando o teu pulsar, lento, de quem muito viveu. A cada inspiração tua estremecia, em silêncio.
Passado algum tempo, não sei ao certo quanto (perdia-me sempre no tempo), vestias a roupa cuidadosamente deixada na cadeira do canto, e no mesmo silêncio em que me conquistaste, saías.
Eu ficava. Inspirando, encostada aos lençóis, cada gota da essência que ali havias deixado. Vivia tudo novamente em pensamento.
Eu ficava. Esperava, em silêncio, que tudo se repetisse.
E em silêncio fiquei...
Eu a Vida e o Amor
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