18 janeiro 2010

Leis

Mergulhada estou
Onde não quero estar
Nesse teu cheiro
Teu sabor
Imerso no meu sentimento
Que te quer
E não tem
Essas mãos que me tocam
E nada dizem
Minha pele que sente
E as quer
Mais, sem saber
Porquê...
Deixa-me, vai-te
Esquecer-te
Desejo-te
Querer-te
Nunca mais
Devia ser criada uma lei
Que não permitisse
Gostar
De quem não gosta de nós!
De leis nada entendendo
Só de sentimentos
E mesmo esses
Estranhos me parecem
Quando não quero e tenho
E quero ter-te
Sempre mais

12 janeiro 2010

Certeza

Agora tenho a certeza
Que os momentos
Só fazem sentido se partilhados
Com quem me sente como
Eu te sinto

23 dezembro 2009

In-Certezas

Não sei se voltas
Sei que te vi
E sim, perdi
Porque quis
Porque deixaste
Que te reencontrasse
Tempos depois
Sabias-me
Nada
Como eu não te sei
Beijos envoltos em guerra
Chamas
Ardor
Que a distância
Não permite arder
Que medo estúpido
Que ilusão contente
Agarra-me
Puxa-me
Beija-me
Como sempre fizeste
E eu desejei
Cala-te
Refugia-te e esquece-te
Deixa-me lembrar-te
Depois
Quando fores
E eu
Não sei se voltas

21 dezembro 2009

Para ti


Sei-te tão perto
Como sei-te longe
Sinto-te distante
Apertando-me o peito
E bastam trocas de olhares
Para te saber dentro
Descobre o que não vês
E sentes
O que queres
Por estar demasiado perto
Mesmo na distância
Ausente
És meu
Somos nossos
Serei, até sempre
A tua
Que ninguém muda
Que ninguém fere
Que ninguém destrói
É saber que vai doer e dar
É dar sabendo que se sofre
É sofrer por cada alegria imensa de te ter
É ter-te e querer-te sempre mais
Sempre mais te desejar que a vida te proporcione
O melhor
É saber que (incondicionalmente)
Estarei cá
Mesmo depois...

13 dezembro 2009

Como estou... (pontinhos de luz)

Quando te tive e me encontrei
Perdida no momento
Do infinito descontentamento
De quem quer
E não tem o sentimento
Que até se tem
O amor que desconheço
Tão familiar e presente
Que por ele desejo
E me perco
Que vida estranha,
Movimento instável
Que procura o contentamento
Da sabedoria
Da comum alegria
De se ter e saber que se tem

26 novembro 2009

can-sei-me


Cansei-me
Cansei-me de mim
Deste ser
Incansável
Indomável
Que habita em mim
Cansei-me
De estar sempre a cansar-me
Comigo
Com ele
Que teima em lutar
E cansa-me
De querer mais
Cansei-me
E sem saber
Como
Desejo descansar
Parar e viver
Cansei-me de esperar
Pela demora
Do tempo que passa
Devagar
E por vezes
Demasiado depressa
Mas nunca como quero
Cansei-me
De me cansar
Sempre que quero
Fazer
E devo esperar
Cansei-me do nada
Cansei-me do tudo
Da luta inconstante
De uma vida única
Que procura tudo
Constantemente
Cansei-me!

12 novembro 2009

Estação do Tempo onde Pára o Comboio


Sem saber bem onde estou
Sinto que tenho
O tempo em mim
O sonho em ti
Sem saber bem se um dia
Que te tive
Soube quem era
Quem somos
Quem quisemos ser nesse dia
Frio,
Sem chuva
Com vento
De tão cinzento
Tornando-se claro
Carrego todas as incertezas da vida
Trago-as às costas
Do meu ser
Incerto
Condenado por ti
Sem paixão
Com o amor de quem quer
Ter uma paixão
Eternamente parcial
Parcialmente eterna
Somos assim
Como o Outono
Que entra sem aviso
Despe
E desfruta
Vai embora
Para mais tarde voltar...