28 janeiro 2010

(E)ternamente

Cerro os olhos
Aperto-os
E deixo-me ir
Vou até onde nunca fui
Porque não havia
Caminho
Não o queria percorrer
Fecho as mãos
Aperto-as
Contra ti
O teu peito
Sinto-te
Envolvo-te
Os meus dedos confudem-se
Em ti
Entre ti
Encosto os meus lábios
Aos teus
E suspiro o teu doce
Guardo-o para mim
Dentro
Para que um dia
Se te fores
Os meus olhos
Minhas mãos
E minha boca
Possam quem sabe
Eternamente
Sentir-te

26 janeiro 2010

Vontade!

Penso estar onde vou
Quero estar onde estou
Absorver cada momento
Cada som
Toque
Movimento
Teu
Nosso
Respirar esse ar que expiras
Sentir esse calor
Encostar-me e fundir-me
Na pele, tua
Quente
Aquecer-te mais
Mais que a conta
Do que permites
Dar-te
Quero-te
Nada do tudo que tenho em mim
Para ti
Se quiseres
Ter-me
Como sempre quis
Dar a alguém
Que nunca conseguiu receber
O meu contentamento
De te ter
E nada mais querer!

18 janeiro 2010

Leis

Mergulhada estou
Onde não quero estar
Nesse teu cheiro
Teu sabor
Imerso no meu sentimento
Que te quer
E não tem
Essas mãos que me tocam
E nada dizem
Minha pele que sente
E as quer
Mais, sem saber
Porquê...
Deixa-me, vai-te
Esquecer-te
Desejo-te
Querer-te
Nunca mais
Devia ser criada uma lei
Que não permitisse
Gostar
De quem não gosta de nós!
De leis nada entendendo
Só de sentimentos
E mesmo esses
Estranhos me parecem
Quando não quero e tenho
E quero ter-te
Sempre mais

12 janeiro 2010

Certeza

Agora tenho a certeza
Que os momentos
Só fazem sentido se partilhados
Com quem me sente como
Eu te sinto

23 dezembro 2009

In-Certezas

Não sei se voltas
Sei que te vi
E sim, perdi
Porque quis
Porque deixaste
Que te reencontrasse
Tempos depois
Sabias-me
Nada
Como eu não te sei
Beijos envoltos em guerra
Chamas
Ardor
Que a distância
Não permite arder
Que medo estúpido
Que ilusão contente
Agarra-me
Puxa-me
Beija-me
Como sempre fizeste
E eu desejei
Cala-te
Refugia-te e esquece-te
Deixa-me lembrar-te
Depois
Quando fores
E eu
Não sei se voltas

21 dezembro 2009

Para ti


Sei-te tão perto
Como sei-te longe
Sinto-te distante
Apertando-me o peito
E bastam trocas de olhares
Para te saber dentro
Descobre o que não vês
E sentes
O que queres
Por estar demasiado perto
Mesmo na distância
Ausente
És meu
Somos nossos
Serei, até sempre
A tua
Que ninguém muda
Que ninguém fere
Que ninguém destrói
É saber que vai doer e dar
É dar sabendo que se sofre
É sofrer por cada alegria imensa de te ter
É ter-te e querer-te sempre mais
Sempre mais te desejar que a vida te proporcione
O melhor
É saber que (incondicionalmente)
Estarei cá
Mesmo depois...

13 dezembro 2009

Como estou... (pontinhos de luz)

Quando te tive e me encontrei
Perdida no momento
Do infinito descontentamento
De quem quer
E não tem o sentimento
Que até se tem
O amor que desconheço
Tão familiar e presente
Que por ele desejo
E me perco
Que vida estranha,
Movimento instável
Que procura o contentamento
Da sabedoria
Da comum alegria
De se ter e saber que se tem